Casinha nova!

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REFLEXÕES SOBRE TEORIA E PRÁTICA DE SER MÃE – A difícil arte de amamentar

A cultura atual exige que as mamães amamentem seus filhos, exclusivamente no peito até 06 meses, e de preferência até os 02 anos de idade. Sempre imaginei que amamentaria meu filho no peito e que teria muito leite, tanto que doaria o excedente. E realmente foi o que aconteceu. Só que não me contaram que pra chegar ai, muita água e muito choro rolariam.

Thayse nasceu de cesária e meu leite demorou 05 dias para descer. Nesse meio tempo ela comia somente o tal colostro e graças a Deus não chorava de fome – acho que tinha reservas porque nasceu realmente grande. No hospital, meu ginecologista olhava meu seio e dizia: imagina está aqui, está descendo!! A nutricionista dizia: nossa, tu vais ter muito leite. Não bastassem os hormônios, a responsabilidade de cuidar de um bebê e tudo mais, ainda tinha essa história do leite para ser mais uma ‘neura’ da mamãe. Depois de 05 dias, finalmente o leite clarinho. Clarinho…?! É, não foi bem isso, ele às vezes vinha acompanhado do sangue das fissuras no bico do seio. Mas eu tinha esfregado tanto os bicos com aquelas esponjas para eles não serem tão sensíveis!!! Ninguém conta pra uma mamãe novata que amamentar gera dor, sangue e é difícil. Depois desses primeiros, outros desafios: como acertar no jeito de dar mamar? Qual a melhor posição? Como curar as rachas no seio? E se a criança não consegue a “pega”? Amigas mamães me aconselhavam esse ou outro remédio para o seio, essa ou outra posição para amamentar. Mas e a pega? Lá pelas tantas a Thayse não conseguia pegar o seio, nem eu conseguia ajudar e cada uma chorava para um lado. Foram 15 dias de caos total. A solução foi a máquina elétrica de tirar leite! Comecei a tirar o leite e dá-lo na mamadeira, ainda assim tentando que ela pegasse o seio concomitantemente. E acreditem, deu certo. Após 15 dias mamãe e Thayse venceram todos esses desafios. Ela mamou até 1 ano e 5 meses -comecei o desmame com 1 ano e 03 meses e decidi fazê-lo nesse período, pois eu estava no meu limite, e não porque ela não queria mais. Doei leite dos 02 aos 08 meses dela. Ainda hoje, volta e meia, Thayse abre minha blusa e diz: mamá. Construímos uma relação importante nesse processo de amamentação. Mas acredito que mães que não conseguem/podem amamentar podem construir vínculos assim com o bebê, desde que se proponham a isso. Olho no olho, colo, aconchego, carinho, silêncio. Ah, e para as mamães que podem, mas estão com dificuldade de amamentar, hoje já existem consultorias de amamentação!

                Lise Mari Nitsche Ortiz

Psicóloga – CPR 07/08193

Mãe da Thayse, 2a2m

Uma picadinha de mosquito que incomoda muita gente.

Vacina é um saco. Tem mãe que chora junto com o filho, outras que querem matar a enfermeira por estar judiando do picorrucho e tem as que ficam com tanto dó do baby que  não conseguem nem dormir vendo se está tudo bem. E a gente pra acalmar eles, pra não terem medo pra tranquilizar, vem com aquela “nem vai doer, é só uma picadinha de mosquito”. Não vai doer porque não e na gente. Ou melhor é na gente sim, porque sentimos a dor deles.

A verdade é que a vacina é um saco. Dói, incomoda, da reação. O bebê faz beicinho, chora um chorinho sentido e nos olha com uma carinha “poxa, eu confio tanto em você, porque você está fazendo isso comigo?” Mas elas são necessárias.  Cada país tem a sua política. Nos EUA é opção dos pais vacinar ou não. No Japão  (tenho umas amiguinhas virtuais por lá, mas isso vai render um post inteiro que já está no forno) eles aconselham a vacinar depois do sexto mês. Aqui no Brasil, eles mal saem do conforto da barriga e, antes mesmo de ir para casa já levam duas picadas. A gente sabe que tem que vacinar, está tudo ali na carteira que eles ganham na maternidade, com os meses certinhos e tudo mais. Mas como eu sou muito curiosa fico querendo saber porque de tanta “picadinha” e o que elas trazem de benefícios, o que é cada uma e quais as reações que podem dar e como aliviar. Vamos começar então com o calendário atual de vacinação. Essa é a ultimação atualização e mudança, feitos em 2012.

vacinação calendário

O calendário de vacinação vai mudando de tempos em tempos, se adaptando as novas necessidades e vacinas criadas.  E além de seguir esse calendário, devemos ficar ligados nas campanhas de vacinação da gripe, influenza e as famosas gotinhas da paralisia infantil.

Ao nascer:

BCG ID – A BCG é a vacina dada no braço direito. Ela protege contra tuberculose e suas formas mais graves. A tuberculose é uma doença transmitida de pessoa para pessoa através de espirros, saliva e respiração. Ela pode ser muito agressiva em bebês, causando morte.   Depois da vacina leva um tempo para aparecer um vermelhinho na região. Esse vermelho vai se transformando em uma ferida,até que fique uma cicatriz.  Esse processo leva tempo. E até os seis meses do baby tem que estar concluído. Não se deve, de maneira nenhuma, colocar nada no local e nem tirar a casquinha. Se ao seis meses, a marquinha ainda não tiver aparecido deve-se repetir a vacinação.

HEPATITE B (1ª dose) –  Essa vacina é dada até 12 horas depois do nascimento. A Hepatite B pode ser transmitida para o bebê no momento do parto, ou se necessária transfusão de sangue.  São 3 doses, porém as duas subsequentes estão dentro da pentavalente. É possível que ela provoque febre, e nesse caso, deve ser usado o antitérmico recomendado pelo pediatra. Mas só de a medicação se ocorrer a febre. Antitérmicos não previnem a febre.

2 meses:

PENTALVALENTE (1ª dose): A vacina Pentavalente é uma vacina combinada. Ela é uma união da vacina Tetravalente com a vacina Hepatite B, ou seja, a partir de agora ao invés de duas aplicações será necessário apenas uma injeção.  A criança fica imunizada contras as seguintes doenças: Difteria, Tétano, Coqueluche, Meningite e outras infecções causadas pelo Haemophilus influenzae tipo b e a Hepatite B. Essa é a vacina que da reação e causa tanto sofrimento em pais e bebês. No local da picada pode-se usar compressas com água da torneira (não é gelada nem quente, é natural mesmo) e se aparecer febre, antitérmico.

POLIOMELITE INATIVADA (1ª dose) : Desde agosto de 2012, ficou decidido que as crianças devem tomar primeiro  essa vacina antes das gotinhas, são duas doses. A terceira dose já é a gotinha. Essa vacina protege contra a paralisia infantil.

ROTA VÍRUS HUMANO (1ª dose): Meu marido chame de picolé de rota vírus. Isso porque a vacina é oral e é geladinha. O Brasil é o primeiro país a colocar essa vacina como obrigatória. O Rota vírus é uma doença que causa vômitos, diarreia e mais um monte de inhaca nas crianças. A forma de contágio é fecal e oral, por isso é sempre importante lavar as mãos. Depois que a vacina é aplicada, aconselha-se a separar as fraldas dos bebês por uma semana, em sacos próprios de lixo para não que acha o menor contato possível da família. As reações são pouco comuns, mas ela pode causar febre, diarreia e vômitos. Se isso acontecer é preciso procurar o hospital para hidratar a criança.

PNEUMOCÓCICA 10 (1ª dose): Essa vacina protege as crianças de bactérias tipo pneumococo, que causam doenças graves como meningite, pneumonia, otite média aguda, sinusite e bacteremia. A vacina é administrada em três doses e mais um reforço. A primeira dose é oferecida no segundo mês de vida, a próxima aos quatro e seis meses. O reforço é feito aos 12 meses. A bactéria é contagiosa e transmitida de pessoa para pessoa, principalmente em ambientes fechados, sendo esse um dos motivos para as crianças de creche terem o risco aumentado de doença pneumocócica.

3 meses:

MENINGOCÓCICA C (1ª dose): Essa vacina protege as crianças da bactéria meningocóco C, que causa mais meningite em crianças de até 4 anos.A vacina é aplicada com injeção em duas ou três doses no primeiro ano de vida. Um reforço aos 15 meses é recomendado. Se a criança maior de um ano ainda não foi vacinada, a dose é única.Algumas reações após a aplicação podem ocorrer, como dor no local e febre. Nestes casos, compressas frias no local e antitérmicos são recomendados caso a dor seja forte e a febre alta.Dados demonstram que 60% das meningites, inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e medula espinhal, são causadas pela bactéria do meningococo C. A transmissão é de pessoa para pessoa por meio do beijo e secreções expelidas pela tosse, fala ou espirro. Não à toa, especialistas desaconselham as mães a assoprarem a sopinha da criança para esfriar antes de levar à boca do filho. Uma infinidade de bactérias reside na boca de uma pessoa adulta.

4 meses:

São repetidas todas as vacinas dos 2 meses.

5 meses:

Repete-se a vacina dos 3 meses.

6 meses:

Repete-se as vacinas dos 2 e 4 meses. Porém não tem o picolé de Rota Vírus e da poliomelite é oral.

A partir dos 9 meses:

FEBRE AMARELA: A vacina da febre amarela é dada a partir do nono mês para crianças que residam em área de risco ou que vão viajar para áreas onde exista a doença. Ela deve ser repetida a cada 10 anos. É importante se informar na sua cidade se é área de risco ou não. Para quem vai viajar a vacina deve ser feita 10 dias antes.

12 meses:

TRÍPLICE VIRAL: Como apresenta no próprio nome, a Tríplice Viral protege a criança de três doenças: Sarampo, Rubéola e Caxumba. É uma vacina combinada e é aplicada através de injeção em dose única aos 12 meses de idade e um reforço entre os quatro e seis anos de vida ou nas campanhas de segmento. Não é necessária a aplicação de mais de duas doses.

Reforço:

 PNEUMOCÓCICA 10

15 meses:

Reforço:

MENINGOCÓCICA C

POLIOMELITE ORAL

TRÍPLICE BACTERIANA:  Protege a criança de três doenças: Difteria, tétano e coqueluche. É uma vacina combinada e é aplicada através de injeção em 5 doses, aos 2, 4 e 6 meses, através da vacina Pentavalente  e dois reforços apenas com a Tríplice Bacteriana (DTP) ao 15 meses e o segundo entre 4 anos e 6 anos.  Depois da aplicação pode ocorrer febre baixa, irritabilidade e dor no local da aplicação. Para isso compressa de água da torneira e antitérmico.

Com 4 anos se deve reforçar a tríplice bacteriana e dar a segunda dose da tríplice viral. E não se esqueça de ficar ligada nas campanhas de vacinação!mosquito

Mamãe Style – : E agora, calças?!

Pois é, já disse por aqui que não é só de suplex que vive uma grávida, né? Mas a verdade é que conforto é fundamental nesse momento da vida em que a barriga não para de crescer, e aí você pensa: e jeans? Vou abolir até que a barriga volte ao normal?

Não, não, não! O mundo fashionista, ou sei lá, as costureiras espertas de algumas décadas passadas acharam a solução: a calça jeans com cós de tecido!

Siiim, cara leitora gestante, o mundo tem soluções pra você aproveitar os meses de barrigão com conforto AND estilo, já que o nome da nossa coluna já diz “Mamãe Style”. motherhood

E aí tem aquela coisa de você comprar a calça com esse tecido maior e usar nos primeiros meses dobrado e conforme a barriga vai crescendo, você só vai desdobrando o tecido. Essas calças são super fáceis de encontrar em lojas de enxovais para ‘mamães e bebês’, mas se você achar muito caras (elas variam de 100 a 230 reais) é só mandar aquele seu jeans preferido na costureira e voilá!!!

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Então, queridas, fica aí a dica para mais uma vez o conforto reinar em meio a moda 😉

Galinha Pintadinha e o poder da caixa colorida

downloadQuando minha primeira bebê nasceu (ela tem 16 anos), não existia Galinha Pintadinha. Nem you tube e muito menos dvd. Já havia os cds, mas não tinham piratas ainda. E se ouvia ainda vinil. Bebês não olhavam televisão. Eles dormiam, comiam e brincavam. Mesmo maiores, a televisão na interessava. Foi lá pelos 2 anos que ela descobriu o poder da caixa com imagens coloridas. Em compensação ela amava música e ao som da Arca de Noé brincou muito.

Agora quando o PH nasceu a moda é a Galinha Pintadinha. Todo mundo que tem bebê e filho pequeno sabe de cor e salteado tudo que aparece nos dvds. Eu realmente não acreditava que isso poderia chamar a atenção dele, até o dia em que vendo um filme no note com ele no colo ele ficou prestando atenção. E ele tinha só 3 meses! Resolvi começar a testar a galinha pintadinha e deu super certo. Ele fica quietinho na frente da televisão, dançando, dando uns gritinhos e até já mostra suas preferências.

Como eu não aguentava mais ouvir Galinha Pintadinha 1,2 e 3, todos os dias resolvi diversificar. E baixei também Casa de Brinquedos, Patati Patata, Cocoricó e Palavra Cantada. O Cocoricó não deu certo. Ele detesta. Grita desesperadamente até a gente trocar e ai se coloca a Galinha Pintadinha novamente e ele se balança todo numa felicidade só.

Mas me questiono se esse tempo que ele passa em frente a televisão é bom para seu desenvolvimento.  É inevitável comparar os dois bebês, mas minha filha com os mesmos seis meses, já sentava sozinha e fica de pé no berço. PH fica confortavelmente em sua cadeirinha olhando TV. Para que sentar? Ficar de  pé? O mundo da Galinha Pintadinha está ali para sua diversão. Eu o estimulo colocando num tapete infantil para ele rolar, e ele até está começando a impulsionar para engatinhar. Mas em seguida ele fica bravo e só quer se saber da televisão.

Por um lado a Galinha Pintadinha é uma segurança para nós. E comodidade também. Enquanto eles estão ali, olhando para a tela, não correm riscos de acidentes e nós podemos fazer mil atividades do dia a dia.  Inegavelmente ela é uma baita parceira das mamães.

Agora por outro me questiono se é bom para eles. Não sei como é o bebê de vocês mas aqui em casa a Galinha Pintadinha funciona como calmante para todos os momentos. E quando a tv está desligada vejo que todo mundo ficar cantando “po po pó, po po póóó po”, e ele dando risada de nós.

O poder da caixa colorida aliado a Galinha Pintadinha realmente é um fenômeno que merece ser estudado por todas as áreas ligadas ao desenvolvimento infantil, enquanto isso a gente segue cantando, eles seguem olhando e a família segue se perguntando se isso é bom ou ruim.

Fórmulas Infantis para lactantes e outras histórias…

Nem sempre amamentar da certo. Apesar de toda a mãe ter aquele instinto e querer alimentar a própria cria existem algumas coisas que impedem que isso aconteça. Foi o que aconteceu com o PH. Como ele nasceu antes do tempo, ele não tinha uma cartilagem formada e por isso ele apitava. Em consequência ao apito ele não tinha força para mamar. Na consulta dos sete dias ele havia perdido 200 gr e na de um mês só tinha engordado 60gr. O pediatra falou que se continuasse assim ele teria que partir para um complemento.Isso gerou uma puta frustração em mim, afinal por que ele não estava engordando. Além disso o PH chorava dia e noite, mesmo depois de ficar uma hora pendurado no peito. Até que um dia, com quase um mês e meio não me aguentei, linguei para o pediatra aos prantos e ele me disse: “Ele sente fome, vamos introduzir a fórmula e ver se melhora. É possível que se precise fazer várias tentativas para ver com qual ele se adapta melhor”. Eu chorava no telefone. Medo, tristeza, frustração e um misto de sentimentos de incompetência e insegurança.  Eu queria amamentar. Minha primeira filha tinha mamado tão bem e sem problemas. Por que agora não estava dando certo.  O pediatra ainda tentava me consolar no telefone. “Querida não fique assim, bebês choram de fome desde que o mundo é mundo, o bom é que agora sabemos disso e podemos resolver o problema com uma mamadeira de leite em pó”.

Eu sei que acabado o telefonema, liguei para a primeira farmácia e pedi uma lata de NAN COMFOR 1, que tinha sido a indicação do pediatra, mas como sou extremamente curiosa me joguei no Dr. Google para pesquisar quais as possibilidades de leite e se outras mães já haviam passado por isso.

Para meu espanto milhares de mães relatavam a mesma experiência, a mesma frustração e a uma grande satisfação ao ver o filho saciado. Mas não encontrei muitas informações sobre os tipos de fórmulas infantis disponíveis no mercado. Como eu queria estar preparada para as tentativas pesquisei bastante sobre o assunto. E é essa pesquisa que trago agora para vocês.

Para concluir a história do PH e da fórmula, antes de apresentar os tipos existentes, eu dei a primeira mamadeira da vida dele. O guri tomou com uma felicidade e dormiu por cinco horas seguidas no berço dele. (Desde que ele nasceu ele nunca tinha feito isso, era só tirar ele do colo que em 10 min ele acordava e começava a berrar novamente). Ele tinha fome. Mesmo com a minha frustração de não conseguir amamenta-lo foi uma grande satisfação ver ele saciado. E, por sorte, ele se adaptou fácil a primeira fórmula testada e tudo deu certo.

Voltando aos tipos de fórmulas existem algumas opções no mercado, as mais utilizadas são o NAN da Nestlê e o Aptimil da Danone. Existe também o similac e o Nestrogênio que também é da Nestlê. Elas se dividem basicamente em sete tipos:

Fórmulas de partida: são as indicadas para os bebês do nascimento ao sexto mês.  Elas podem se diferenciar em com ou sem prebióticos.  Os que contém prebióticos podem ajudar a não ressecar as fezes.  Essa é a diferença básica entre o NAN PRO (ele não contém) e o NAN COMFOR e o APTIMIL.

Fórmulas de sequência: São as fórmulas usadas depois dos 6 meses até 1 ano. Elas tem diferença nas vitaminas e são usadas quando o leite vira um complemento a alimentação.

Fórmulas à base de soja:  são indicadas para crianças com  alergia a fórmulas à base de leite de vaca (que contém proteína do leite, caseína ou caseinato), é uma fórmula que não contém proteína animal, no lugar é usada a proteína isolada de soja.

Fórmulas sem lactose: são indicadas para crianças com intolerância a lactose (açúcar do leite) causada por deficiência de lactase ou outros distúrbios como a má digestão da lactose (que pode ser temporária ou uma condição permanente) ou doença celíaca (intolerância a lactose), essa fórmula é basicamente igual as fórmulas compostas por leite de vaca, porém sem a lactose.

Fórmulas anti refluxo (AR): indicada para crianças que apresentam refluxo gastroesofágico. E aqui fica um alerta: Não aceite um diagnóstico de refluxo sem os devidos exames. Refluo virou moda e todas as crianças tem agora. Regurgitar é normal, alguns bebês fazem mais outros menos. Refluxo é uma doença séria, que precisa de exames específicos e tratamento.

Fórmulas semi–elementar: indicada para crianças que têm alergia à proteína do leite de vaca ou de soja, problemas de má absorção como ocorrem nos casos de doença gastrointestinal, hepatobiliar, fibrose cística, síndrome do intestino curto.

Fórmulas elementar: é indicada nos casos em que não se obteve sucesso no tratamento com fórmulas semi-elementares.

Fórmula para prematuros: indicado para recém–nascidos com menos de 34 semanas ou muito baixo peso.

Claro que isso é só para você saber os tipos de fórmulas existentes. O importante é fazer a adaptação da criança juntamente com a orientação do pediatra e ir observando as reações que o seu baby tem.  No fim, a frustração vai passar e ver ele crescendo, mesmo que a base da mamadeira vai te dar muita alegria.

REFLEXÕES SOBRE TEORIA E PRÁTICA DE SER MÃE – Ganhos de uma educação inclusiva

Minha filha desde os 07 meses frequenta a pré-escola. Não lembro bem quando, mas naquele mesmo ano entrou na turma uma criança com síndrome de down. Acompanhei, de longe, o processo de adaptação do menino na escola. Passada essa etapa inicial, ele, assim como minha filha, se desenvolveram muito. Desde aquela época são colegas de turma e, mais do que isso, são companheiros de brincadeiras, de diversão, de aprendizagens.Sem título

Sei que minha filha aprende muito com a participação dele na escola. Aprende a olhar cada um dos colegas individualmente, a conviver e aceitar as diferenças que todos temos e somos, a não aceitar as desigualdades, a impedir a instalação de mitos e preconceitos construídos historicamente, a lidar com suas não habilidades, a não excluir. Sim, minha filha não aprenderá sobre o processo de inclusão, pois não aprenderá a excluir, como nós aprendemos, e um depende da existência do outro. Agradeço todos os dias por essa oportunidade, pois não sei se haveria forma melhor de repassar esses valores tão importantes de humanização se não fosse a presença desse menino na escola.

Eu também aprendo todos os dias com a situação: quebrar meus paradigmas com relação a estigmas e preconceitos, aceitar a diversidade e trabalhar a aceitação, aprender a apoiar/ser apoiado e diminuir as exigências, considerar cada dia como um novo desafio e nova busca, alcançar a coerência entre o que eu falo e faço. Agradeço porque todos os dias que encontro esse menino ou seus pais sou mobilizada a refletir sobre essas questões e, por mais que eu não queira, me deparo com um ponto em mim que precisa ser mais desenvolvido.

Gostaria que todos os pais de alunos da escola pudessem, assim como eu, refletir sobre essas questões. Tenho certeza de que nenhum dos pais passa incólume, embora talvez alguns optem por não enxergar a situação ou pensar sobre ela. A educação inclusiva, começando pela escola, pode ensinar muito a sociedade, modificando a cultura do preconceito, tornando as pessoas mais humanas e melhores. Obrigado, colégio, por esta oportunidade. E a esse e outros meninos e suas famílias, por poderem nos ensinar tanto.

                Lise Mari Nitsche Ortiz

Psicóloga – CPR 07/08193

Mãe da Thayse, 2a2m